{"id":2241,"date":"2014-02-11T00:00:00","date_gmt":"2014-02-11T02:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2014\/02\/11\/10-principais-problemas-de-saude-desenvolvidos-no-trabalho\/"},"modified":"2014-02-11T00:00:00","modified_gmt":"2014-02-11T02:00:00","slug":"10-principais-problemas-de-saude-desenvolvidos-no-trabalho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2014\/02\/11\/10-principais-problemas-de-saude-desenvolvidos-no-trabalho\/","title":{"rendered":"10 principais problemas de sa\u00fade desenvolvidos no trabalho"},"content":{"rendered":"<p><em>Data: 8 de fevereiro<\/em><\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ao contr\u00e1rio de uma dor de cabe\u00e7a ou gripe que surge ap\u00f3s um per\u00edodo intenso de trabalho, alguns problemas de sa\u00fade podem estar relacionados ao desempenho da atividade profissional que d\u00e3o ao trabalhador, do ponto de vista legal, os mesmos direitos de um acidente de trabalho.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>De acordo com Eduardo Jesu\u00edsno, M\u00e9dico do Trabalho,  para que um problema de sa\u00fade seja considerado uma doen\u00e7a ocupacional, o trabalho deve ter o v\u00ednculo nexo causal, ou seja, causa e efeito espec\u00edfico na situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>O m\u00e9dico alerta que certas doen\u00e7as ocupacionais aparecem de forma silenciosa. &#8220;Algumas doen\u00e7as s\u00f3 aparecem [ap\u00f3s] 10 ou 15 anos de trabalho e acabam fazendo tamanho estrago que, muita vezes, a pessoa n\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de voltar para o trabalho, seja pelas limita\u00e7\u00f5es decorrentes da pr\u00f3pria doen\u00e7a ou por ser o \u00fanico local que o trabalhador consiga desenvolver atividades e isso [retornar para este \u00fanico local] acabaria agravando a doen\u00e7a&#8221;, disse.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Ele informou que pessoas que sofreram alguma doen\u00e7a no trabalho e tiveram que ser afastadas t\u00eam o direito de receber at\u00e9 40% do sal\u00e1rio base durante o per\u00edodo de afastamento. Para esse benef\u00edcio, deve-se comprovar a liga\u00e7\u00e3o que a doen\u00e7a tem com o trabalho atrav\u00e9s de per\u00edcia no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), e ter, no m\u00ednimo, 12 anos de contribui\u00e7\u00e3o previdenci\u00e1ria.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Em entrevista ao iBahia, o m\u00e9dico listou as 10 principais doen\u00e7as que podem ser desenvolvidas no trabalho. Confira abaixo e fique atento a poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es em sua sa\u00fade:<\/p>\n<p><\/p>\n<p>LER\/DORT (Les\u00e3o por Esfor\u00e7os Repetitivos\/ Dist\u00farbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho)<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Provocada por movimentos repetitivos ou por posturas inadequadas, chamadas de posturas anti-ergon\u00f4micas. Deve-se ter cuidado no diagn\u00f3stico, pois muitas pessoas confundem a LER com uma simples tor\u00e7\u00e3o ou mal posicionamento em algum movimento.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Antracose<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Les\u00e3o pulmonar ocasionada por diferentes agentes que s\u00e3o adquiridos nas \u00e1reas de carvoarias. A doen\u00e7a pode ser o ponto de partida para outros problemas ainda mais graves e afeta, principalmente, os trabalhadores que t\u00eam contato direto com a fuma\u00e7a do carv\u00e3o.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Bissinose<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Doen\u00e7a causada pela poeira das fibras de algod\u00e3o, que afeta principalmente as pessoas que trabalham na ind\u00fastria algodoeira.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Surdez tempor\u00e1ria ou definitiva<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quando o trabalhador est\u00e1 exposto em uma \u00e1rea ru\u00eddos constantes, ele come\u00e7a a perder a sensibilidade auditiva e isso pode se tornar irrevers\u00edvel. A perda auditiva se torna definitiva de forma lenta, silenciosa e prolongada. \u00e9 mais comum entre oper\u00e1rios de obras de constru\u00e7\u00e3o que utilizam equipamentos que emitem ru\u00eddos e operadores de telemarketing.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Dermatose ocupacional<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pessoas que trabalham com graxa ou \u00f3leo mec\u00e2nico podem desenvolver rea\u00e7\u00f5es al\u00e9rgicas cr\u00f4nicas, de forma que a pele cria placas.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>C\u00e2ncer de pele<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pessoas que trabalham, por exemplo, em lavouras, t\u00eam grandes chances de desenvolver o c\u00e2ncer de pele devido \u00e0 excessiva exposi\u00e7\u00e3o ao sol. A doen\u00e7a \u00e9 bastante comum no Brasil, mas s\u00f3 pode ser considerada ocupacional se estiver relacionada \u00e0 atividade profissional desenvolvida. Uma pessoa que trabalha em um escrit\u00f3rio, sem se expor ao sol, por exemplo, pode ter o c\u00e2ncer de pele por outros e n\u00e3o ter\u00e1 assist\u00eancia do INSS.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Siderose<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pessoas que trabalham nas minas de ferro acabam inalando part\u00edculas microsc\u00f3picas de ferro. Estas part\u00edculas acabam se alojando nos bronqu\u00edolos, provocando falta de ar constante.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Catarata<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Quem trabalha em lugares de altas temperaturas pode desenvolver a perda do cristalino, ocasionando a cegueira. Assim como o c\u00e2ncer de pele, a doen\u00e7a atinge uma parcela significativa da popula\u00e7\u00e3o brasileira, principalmente os idosos, e precisa ter rela\u00e7\u00e3o direta com o trabalho para ser considerada ocupacional.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Doen\u00e7as por fun\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Pessoas que trabalham com alimentos, por exemplo, podem se contaminar pelos produtos org\u00e2nicos que s\u00e3o utilizados.<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Doen\u00e7as psicossociais<\/p>\n<p><\/p>\n<p>Problemas como depress\u00e3o, ou de outra ordem emocional, muitas vezes est\u00e3o associados a carga hor\u00e1ria excessiva, a press\u00e3o no trabalho, ou algum desentendimento na \u00e1rea de trabalho. Elas podem acabar desenvolvendo no trabalhador um des\u00e2nimo prolongado no conv\u00edvio de trabalho, ocasionando uma tristeza profunda.<\/p>\n<p><\/p>\n<p><em>Fonte: Revista Prote\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>LER, Surdez, Catarata e C\u00e2ncer de pele s\u00e3o algumas das doen\u00e7as mais frequentes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2241"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2241"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2241\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2241"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2241"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2241"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}