{"id":2026,"date":"2013-10-22T15:52:09","date_gmt":"2013-10-22T17:52:09","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2013\/10\/22\/empregadores-negligenciam-sst-e-devem-indenizar-inss\/"},"modified":"2013-10-22T15:52:09","modified_gmt":"2013-10-22T17:52:09","slug":"empregadores-negligenciam-sst-e-devem-indenizar-inss","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2013\/10\/22\/empregadores-negligenciam-sst-e-devem-indenizar-inss\/","title":{"rendered":"Empregadores negligenciam SST e devem indenizar INSS"},"content":{"rendered":"<p><em>Data: 21 de outubro<\/em><\/p>\n<p>A Advocacia-Geral da Uni\u00e3o &#8211; AGU obteve senten\u00e7a favor\u00e1vel em quatro a\u00e7\u00f5es regressivas acident\u00e1rias para ressarcir R$ 3,4 milh\u00f5es aos cofres do Instituto Nacional do Seguro Social &#8211; INSS. Os acidentes de trabalho, nos quais foram comprovadas condutas negligentes dos empregadores, ocorreram em tr\u00eas munic\u00edpios de S\u00e3o Paulo.<\/p>\n<p>A Procuradoria-Seccional Federal (PSF) em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP) ajuizou as a\u00e7\u00f5es contra duas usinas de a\u00e7\u00facar e \u00e1lcool e uma montadora de carrocerias de caminh\u00e3o. Os procuradores que atuaram no caso defenderam a tese de responsabiliza\u00e7\u00e3o das empresas pela aus\u00eancia de recursos de prote\u00e7\u00e3o dos trabalhadores, o que resultou em quatro mortes e na invalidez de um deles.<\/p>\n<p>Os valores dispendidos pelo INSS com o pagamento de pens\u00e3o por morte aos dependentes dos trabalhadores mortos e com o aux\u00edlio previdenci\u00e1rio pelo afastamento do segurado passaram, ent\u00e3o, a ser cobrados judicialmente para indeniza\u00e7\u00e3o dos cofres p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Casos<\/p>\n<p>A a\u00e7\u00e3o contra a Usina Moema A\u00e7\u00facar e \u00e1lcool Ltda., no munic\u00edpio de Orindi\u00fava, foi ajuizada em raz\u00e3o do falecimento de um dos funcion\u00e1rios. O corpo foi prensado entre ve\u00edculos da empresa ao fazer engates de carretas, em terreno com declive e sem qualquer dispositivo de prote\u00e7\u00e3o. O pedido de ressarcimento dos valores pagos \u00e0 vi\u00fava do trabalhador com pens\u00e3o por morte, bem como das parcelas do benef\u00edcio a vencer, foi calculado em R$ 700 mil. A 4\u00aa; Vara Federal em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto julgou procedente o pedido.<\/p>\n<p>A empresa A\u00e7\u00facar Guarani S.A. tamb\u00e9m foi condenada a indenizar o INSS por n\u00e3o observar as normas de seguran\u00e7a na sua unidade industrial da cidade de Ol\u00edmpia. O rompimento de um evaporador que continha \u00e1gua fervente e soda c\u00e1ustica provocou a morte de um trabalhador e sequelas irrevers\u00edveis em outro. O acidente teve como causa principal o estado inadequado do equipamento e das instala\u00e7\u00f5es do estabelecimento. Com a decis\u00e3o favor\u00e1vel proferida pela 3\u00aa; Vara Federal em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, a expectativa de ressarcimento decorrentes da pens\u00e3o por morte, aux\u00edlio-doen\u00e7a e aux\u00edlio-acidente \u00e9 de R$ 1 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>A empresa tamb\u00e9m foi considerada culpada por outro acidente de trabalho, na mesma unidade, que levou \u00e0 morte um funcion\u00e1rio, mais uma vez em raz\u00e3o do estado inadequado do equipamento e das instala\u00e7\u00f5es do estabelecimento. A 4\u00aa; Vara Federal em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto julgou procedente, condenando a empresa a pagamento ao INSS dos valores correspondentes \u00e0 pens\u00e3o por morte e \u00e0s parcelas que ainda v\u00e3o vencer, num total previsto de R$ 1,150 milh\u00e3o.<\/p>\n<p>O quarto caso ocorreu na empresa M. Gandolfo ME, onde um trabalhador morreu ap\u00f3s cair de uma altura de mais de dois metros, sem a utiliza\u00e7\u00e3o de equipamentos de seguran\u00e7a, e em estado de fadiga devido \u00e0 excessiva jornada de trabalho. A 3\u00aa; Vara Federal em S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto (SP) proferiu senten\u00e7a assegurando ao INSS o ressarcimento relativo ao pagamento de pens\u00e3o por morte \u00e0 vi\u00fava do funcion\u00e1rio, estimado em R$ 560.000,00.<\/p>\n<p>A procuradora Paula Cristina de Andrade Lopes Vargas e o procurador Hernane Pereira, que atuaram no encaminhamento das a\u00e7\u00f5es regressivas ajuizadas pela PSF-S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto, destacam que as a\u00e7\u00f5es regressivas acident\u00e1rias possuem dois importantes objetivos. O primeiro \u00e9 recuperar os gastos suportados pelo INSS com as presta\u00e7\u00f5es sociais acident\u00e1rias, devido ao pagamento de pens\u00f5es por morte dos segurados e benef\u00edcio por incapacidade. Outra fun\u00e7\u00e3o, \u00e9 a preven\u00e7\u00e3o de futuros acidentes do trabalho.<\/p>\n<p>&#8220;O car\u00e1ter pedag\u00f3gico da medida, consiste na percep\u00e7\u00e3o de empresas e empregadores de que o investimento em a\u00e7\u00f5es de preven\u00e7\u00e3o de acidentes do trabalho \u00e9 muito menos dispendioso do que uma eventual condena\u00e7\u00e3o de ressarcimento, levando \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma cultura empresarial preventiva, tendente a evitar danos pessoais aos trabalhadores, preservando, assim, o bem mais precioso, que \u00e9 a vida dos trabalhadores&#8221;,salientou o procurador Hernane Pereira.<\/p>\n<p>A PSF-S\u00e3o Jos\u00e9 do Rio Preto-SP \u00e9 unidade da Procuradoria-Geral Federal, \u00f3rg\u00e3o da AGU.<\/p>\n<p><em>Fonte: Revista Prote\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Empresas sucroalcoleiras e de carrocerias foram condenadas em a\u00e7\u00f5es trabalhistas<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2026"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2026"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2026\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2026"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2026"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2026"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}