{"id":1274,"date":"2012-10-16T10:38:37","date_gmt":"2012-10-16T13:38:37","guid":{"rendered":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2012\/10\/16\/doenca-mental-e-drama-na-rotina-dos-bancarios\/"},"modified":"2012-10-16T10:38:37","modified_gmt":"2012-10-16T13:38:37","slug":"doenca-mental-e-drama-na-rotina-dos-bancarios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/2012\/10\/16\/doenca-mental-e-drama-na-rotina-dos-bancarios\/","title":{"rendered":"Doen\u00e7a mental \u00e9 drama na rotina dos banc\u00e1rios"},"content":{"rendered":"<p><em>Data: 15 de outubro<\/em><\/p>\n<p>S\u00e3o Paulo\/SP- Tonturas, irrita\u00e7\u00f5es frequentes, pesadelos, palpita\u00e7\u00f5es, falta de ar e outros sintomas que parecem isolados, mas que podem tornar-se depress\u00e3o, transtorno bipolar, s\u00edndrome do p\u00e2nico e outras doen\u00e7as mentais. E tudo isso pode estar ligado ao trabalho do banc\u00e1rio. O Dia Mundial da Sa\u00fade Mental do Trabalhador \u00e9 10 de outubro e segundo a Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS) mais de 350 milh\u00f5es de pessoas sofrem de depress\u00e3o no mundo.<\/p>\n<p>A categoria banc\u00e1ria \u00e9 uma das que mais adoece no pa\u00eds e os transtornos mentais est\u00e3o entre os mais frequentes motivos. Quando o funcion\u00e1rio n\u00e3o \u00e9 a v\u00edtima, o colega ao lado pode ser, e a falta de apoio \u00e9 um dos principais agravadores da situa\u00e7\u00e3o. Para a psic\u00f3loga Renata Paparelli, professora e supervisora de est\u00e1gios de Sa\u00fade do Trabalhador do curso de Psicologia da PUC-SP, esse adoecimento \u00e9 causado por conta do ass\u00e9dio organizacional. &#8220;S\u00e3o pr\u00e1ticas de gest\u00e3o voltadas para a produtividade que abrem espa\u00e7o para o ass\u00e9dio moral. \u00e9 uma esp\u00e9cie de afrouxamento dos valores \u00e9ticos da empresa e isso se materializa muito na quest\u00e3o das metas abusivas.&#8221; A profissional aponta que o banc\u00e1rio que adoece \u00e9 recha\u00e7ado porque ele &#8220;\u00e9 uma den\u00fancia viva do que acontece dentro desse modelo organizacional&#8221;.<\/p>\n<p>Mais uma v\u00edtima<\/p>\n<p>Entre esses milh\u00f5es de v\u00edtimas, est\u00e1 um banc\u00e1rio do Banco do Brasil afastado &#8211; entre breves voltas e novos afastamentos &#8211; desde 2008. &#8220;Prestei concurso e este foi o meu primeiro emprego. Dez anos depois, comecei a ter palpita\u00e7\u00f5es, procurei um cardiologista, mas o problema era psicol\u00f3gico: eu estava em depress\u00e3o diante da press\u00e3o e da competitividade exacerbada que eu sofri.&#8221;<\/p>\n<p>E tal realidade vivida pelo jovem banc\u00e1rio de 34 anos, \u00e9 o resultado do sentimento dos trabalhadores que responderam \u00e0 pesquisa sobre sa\u00fade da categoria divulgada em 2011, que aponta: 65% dos trabalhadores das ag\u00eancias, 63% dos gerentes e 52% dos que trabalham nas grandes concentra\u00e7\u00f5es sentem-se excessivamente pressionados. &#8220;O adoecimento \u00e9 determinado por v\u00e1rias quest\u00f5es, inclusive o funcionamento da empresa. O que as institui\u00e7\u00f5es financeiras praticam \u00e9 a cria\u00e7\u00e3o de uma ilus\u00e3o em que quem atinge meta \u00e9 eficiente, que o mundo \u00e9 feito de vencedores e essa vit\u00f3ria significa produtividade&#8221;, alerta a secret\u00e1ria de Sa\u00fade do Sindicato, Marta Soares, lembrando que o Sindicato luta para alterar essa realidade todos os dias. &#8220;Conquistas importantes ajudam a proteger o trabalhador, como o instrumento de combate ao ass\u00e9dio moral e o direito do afastado de receber adiantamento salarial enquanto n\u00e3o sai o benef\u00edcio do INSS.&#8221;<\/p>\n<p>Metas, fus\u00f5es e adoecimento<\/p>\n<p>A psic\u00f3loga Renata Paparelli, que tamb\u00e9m coordena os Encontros de Sa\u00fade dos Banc\u00e1rios na sede do Sindicato, salienta que os trabalhadores adoecem, em sua maioria, por conta de processos de fus\u00e3o entre bancos ou por conta de press\u00e3o por metas. &#8220;As fus\u00f5es intensificam essa guerra de `todos contra todos\u2019, individualizam os problemas e destacam a competitividade exacerbada&#8221;, explica a psic\u00f3loga.<\/p>\n<p>&#8220;No entanto, enquanto nas institui\u00e7\u00f5es privadas os banc\u00e1rios s\u00e3o obrigados a atingir metas cada vez maiores, nos bancos p\u00fablicos eles s\u00e3o pressionados e amea\u00e7ados a perder comiss\u00f5es e cargos.&#8221;<\/p>\n<p>A culpa \u00e9 dos bancos<\/p>\n<p>&#8220;Quando adoeci, me senti culpado, me senti fraquejado.&#8221; A fala do banc\u00e1rio do BB demonstra exatamente o sentimento dos trabalhadores adoecidos. &#8220;At\u00e9 hoje tenho pesadelos com o gerente xingando e assediando a equipe. Alguns colegas de trabalho achavam que o problema era eu e n\u00e3o o banco&#8221;. Renata Paparelli ressalta: &#8220;Eles se sentem culpados. Eu n\u00e3o conhe\u00e7o nenhum trabalhador com algum transtorno ou sofrimento ps\u00edquico que n\u00e3o tenha sido excelente trabalhador. Trata-se de pessoas muito dedicadas, que acreditam na empresa. Quando adoece, por conta do modelo de gest\u00e3o do banco, a decep\u00e7\u00e3o \u00e9 muito grande. N\u00e3o se trata de fraqueza, de algo individual, mas de um trabalho penoso, produtor de sofrimento ps\u00edquico. Quando essa engrenagem, que \u00e9 o trabalhador, adoece, \u00e9 colocada de lado, como uma sucata. Toda a sua hist\u00f3ria no banco \u00e9 descartada&#8221;, completa a psic\u00f3loga, alertando que esta \u00e9 uma pr\u00e1tica totalmente equivocada das institui\u00e7\u00f5es financeiras.<\/p>\n<p>Orienta\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>Inscreva-se gratuitamente para as reuni\u00f5es &#8220;Encontros de Sa\u00fade dos Banc\u00e1rios&#8221; que come\u00e7am dia 18, na sede do Sindicato, todas as quintas, das 13h30 \u00e0s 15h. Informe-se pelo saude@spbancarios.com.br ou 3188-5270.<\/p>\n<p><em>Fonte: Revista Prote\u00e7\u00e3o<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Depress\u00e3o atinge grande parte da categoria<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"closed","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8],"tags":[],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274"}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1274"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1274\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1274"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1274"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.anamt.org.br\/portal\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1274"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}